Poltergeist não é só um filme… Poltergeist é um fato sobrenatural a ser desvendado pela ciência…
Trataremos agora sobre esse assunto tão polêmico e incrível.
Fenômeno poltergeist ou RSPK (psicocinesia recorrente espontânea), como é tecnicamente chamado em Parapsicologia, é ainda um dos mais intrigantes assuntos estudados na área. Esse fenômeno envolve ocorrências físicas tais como chuvas de pedras, movimentação, quebra, aparecimento e desaparecimentos de objetos, pirogenia, aparecimento de água, sons e luzes sem nenhuma explicação “normal” para esses eventos. A Psicologia tem contribuido para o estudo dessas ocorrências propiciando, através de testes psicológicos, traçar um perfil das pessoas que são ou foram agentes desses fenômenos a fim de tentar detectar o que faz com que certas pessoas passem por esse tipo de experiência e outras não. Scott Rogo alerta para a importância do contexto social em que o agente está envolvido, sugerindo a avaliação psicológica de todos os membros da família envolvidos na ocorrência e não só do agente. Ainda não se chegou a um consenso, porém a hipótese de explicação mais aceita é a teoria psicodinâmica, adotada por William Roll e outros. Um fato interessante é que a psicoterapia tem se mostrado eficiente na tentativa de cessar o fenômeno.
Introdução
As raízes da pesquisa psíquica, que mais tarde originou a Parapsicologia, têm suas bases nas ocorrências cotidianas de experiências ou fenômenos que hoje denominamos parapsicológicos. Ainda que J.B.Rhine insistisse em ter a Parapsicologia como um ramo estritamente experimental dentro da pesquisa psíquica (Beloff, 1993), não foi possível desvencilhar a pesquisa experimental da de campo, uma vez que a segunda fornece subsídios e pistas para um bom desenvolvimento da primeira. O isolamento entre ambas resulta em um trabalho estéril ou, no mínimo, pouco produtivo.
Além dessa interdependência entre os tipos de pesquisa, há que se ter em mente a interdisciplinaridade que exige a Parapsicologia. Sendo uma ciência que toca limites de várias outras ciências, é inadimissível que se possa supor que a Parapsicologia se feche em si mesma, sem olhar para os lados e sem que haja imbricação de conhecimentos com outras áreas de pesquisa. Especialmente a Física e a Psicologia estão conectadas aos estudos realizados sobre psi, trazendo conhecimentos que apontam novas hipóteses de explicação dos mecanismos ou de interpretação dos fenômenos ou experiências supostamente parapsicológicas. Neste trabalho, vamos nos ater às contribuições da Parapsicologia para o estudo dos fenômenos poltergeist ou, tecnicamente, RSPK.
RSPK: Uma válvula de escape?
Poltergeist é uma palavra de origem alemã que se popularizou na época da Reforma, sendo utilizada por Martinho Lutero para se referir à ação de um “espírito brincalhão”. Assim, polter significa “barulhento, brincalhão” e geist, espírito. Na verdade, geist também pode significar “mente de alguém vivo”, mas de modo geral, esse significado é ignorado. Em Parapsicologia, o termo técnico utilizado para designar os fenômenos poltergeist é “psicocinesia recorrente espontânea” ou RSPK, do inglês recurrent spontaneous psychokinesis. Este termo era utilizado pela equipe do Laboratório de Psicologia da Duke, chefiada por J.B.Rhine, e foi mais amplamente divulgado por William George Roll, psicólogo especialista nos estudos de casos de RSPK que integrou essa equipe de 1957 até meados da década de 1960. Essa denominação está adequada à hipótese de explicação que pressupõe que o fenômeno ocorra devido à ação mental (psicocinesia), seja ela física ou não – o que ainda não foi demonstrado definitivamente – sobre o ambiente de forma repetitiva ou recorrente e não provocada deliberadamente, ou seja, espontânea. Esses fenômenos podem incluir a movimentação, quebra, aparecimento e desaparecimento de objetos, combustão espontânea, vazamentos de água sem nenhum motivo aparente, sons e luzes “misteriosos”.
Concluindo
Se ainda há muito o que descobrir sobre RSPK, boas pistas sobre esse fenômeno já aparecem através das especulações em torno de seus aspectos psicológicos. Somente através do investimento em mais pesquisas nessa área, não apenas a nível de casos espontâneos, mas também laboratoriais, é que poderemos lançar mais luzes a respeitos desses eventos intrigantes.
As dificuldades de investigação desse fenômeno se constituem em um obstáculo para que se descubra mais a respeito dos mecanismos envolvidos nas ocorrências, sejam eles físico, psicológicos, ou, psicofísicos. Mas ao invés de deixarmos o estudo desses casos de lado temendo suas dificuldades, devemos investir nosso tempo e esforços para investigá-los da melhor maneira possível, estando abertos às críticas quanto à metodologia e tendo bom senso para aprimorar os métodos de investigação. Assim, mais condições teremos de elaborar experimentos que explorem a psicocinesia de forma mais eficaz. Como diz William Roll: “… as investigações de campo têm uma função valorosa em Parapsicologia – não como um modo de encontrar uma prova científica do fenômeno psíquico, mas como um modo de se ter ‘insights’ sobre sua natureza, que podem, então ser testadas sob condições controladas.” (Roll, 1972, p. xvii) “Um poltergeist ativo oferece uma excelente possibilidade para a pesquisa…” (Roll, 1977).
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